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Monthly Archives: Janeiro 2020

Memória das Vítimas do Holocausto

27 janeiro – Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Em 1933 estabeleceu-se na Alemanha, sob a liderança de Adolf Hitler, o regime nazi. A filosofia política e os valores do Estado assentavam, entre outros argumentos, no princípio da superioridade dos arianos e na necessidade de alcançar a “pureza da raça”. A fidelidade absoluta ao partido era uma condição necessária à consolidação do regime, sendo por isso severamente punidos todos aqueles que evidenciavam posicionamentos de oposição à política do Estado de Hitler.

A exequibilidade do programa hitleriano passou pela perseguição e extermínio de judeus, bem como de outras minorias como ciganos e testemunhas de Jeová, de opositores políticos deficientes físicos e mentais. Neste contexto surgem os Campos de Concentração, espaços de aniquilamento de seres humanos sob métodos de indiscritível horror, pelo deslocamento, concentração, trabalho escravo e extermínio. Lembrando este momento dramático da História da Humanidade, Luís Ferreira Martins (1902-1991), vimaranense e prisioneiro sobrevivente do campo de concentração de Buchenwald, anota um desenho de Boris Taslitzky que ilustra uma das vivências por que passaram um grande número de encarcerados – a condição de cobaia humana.

O bloco 51 e o bloco das “cobaias humanas”.
In TASLITZKY, Boris – Cent-onze dessins faits à Buchenwald. Versailles: Hautefeuille, D.L. 1978.

Integrado no espólio de Luís Ferreira Martins, depositado na Sociedade Martins Sarmento, o desenho reporta-nos para o universo memorialista do antigo prisioneiro que evidencia a prática da experimentação “médica” desenvolvida por médicos ao serviço de Hitler sobre seres humanos. Inúmeros prisioneiros – cobaias humanas – sucumbiram no decurso de testes efectuados para estudar os efeitos de gases e venenos, conhecer mecanismos de tratamento da hipotermia, verificar os danos provocados por ferimentos, prevenir doenças, testar medicamentos e desenvolver melhores equipamentos de voo, entre outras práticas.

O desenho pertence a um conjunto de mais de uma centena de desenhos de Boris Taslitzky, que integram o espólio Luís Ferreira Martins, retratam o quotidiano dos prisioneiros do campo de concentração de Buchenwald, local para onde o pintor francês foi deportado em 1944 e no qual secretamente os elaborou. A anotação manuscrita por Luís Ferreira Martins foi executada com a intenção de narrar, a sua sobrinha Maria Amélia, os acontecimentos do período Nazi, nomeadamente no que concerne aos campos de concentração.

Luiz Ferreira Martins (1902 – 1991)

Vimaranense, natural de S. Paio de Figueiredo, viveu emigrado em França, tendo pertencido ao Partido Comunista Francês. Integrou as “Brigadas Internacionais na Espanha Republicana”, como voluntário pela França durante a Guerra Civil Espanhola, e fez parte dos movimentos de Resistência durante a II Guerra Mundial. Foi preso político, tendo estado no campo de concentração de Buchenwald, entre outros locais de encarceramento. É uma das histórias contadas por Patrícia Carvalho, jornalista do Público, no seu artigo  A história nunca contada dos portugueses nos campos de concentração.

Luiz Ferreira Martins. [s.l.], [19–].
1 fotografia: p&b; 17,7 x 12,5 cm.

[Oublier c’est se rendre complice]. [s.l.], [19–].
Fotografia de um cartaz do pós II Guerra Mundial,
pertencente ao espólio Luís Ferreira Martins.

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ArchivAVE – Licença para construir um poço no ribeiro de Vilar dos Figos (1917)

Joaquim Domingos Ribeiro pede licença para reconstruir uma poça e construir um poço com cano para o ribeiro de Agrela ou ribeiro de Vilar dos Figos. Contém: cópia de requerimento, comunicações, despachos, certificado, oficios, reclamações, auto de vistoria, certidão, intimação, declaração, notas de serviço, termo de responsabilidade, planta. Local: concelho de Barcelos, freguesia de Cristelo. Consultar

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